quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Vote Certo


Está em curso na mídia brasileira a campanha do Vote Certo. Tem sido passado apenas como mais um slogan dos muitos que a mídia nos impõe constantemente. Mas o que é votar certo? Quais são as ferramentas de que dispomos para uma escolha correta, quando todos prometem tudo?

De fato, vale aqui mais uma vez a afirmação que não existe político corrupto, mas sim povo corrupto, pois somos nós que escolhemos aqueles e aquelas que irão nos governar. Claro que todos falam no pobre e para o pobre. Interessante notar que nenhum dos candidatos fala em melhorias para os bairros nobres, ricos, abastados. Todos estão em busca das periferias. É lá que está o povão que tanto lhes interessa.


O que realmente está em jogo não é apenas uma eficiente administração, mas para quem será destinada essa administração. Será que é para o povo pobre? É aí que entra a nossa escolha. Como deve votar o cristão católico?


Primeiro: Dispa-se de pré-conceitos, de benefícios próprios, de favores alcançados, de melhorias para minha classe. Aliás, perceba a que classe econômica pertence.


Segundo: Não olhe apenas a aparência, a simpatia, a arrogância, se fez alguma coisa que não gostasse e que o prejudicou individualmente.


Terceiro: Analise as propostas nas áreas fundamentais: Educação, Saúde, Moradia, Transporte Público, Lazer, Segurança. Mas são fundamentais as primeiras, pois se morarmos com dignidade, se tiver boa saúde e educação decente, claro, a segurança melhorará, pois ela é fruto da miséria e da necessidade de um povo. Há exceções, mas como o próprio nome diz, são exceções. Vale à pena ressaltar que é interessante para determinados modelos de governo que as drogas existam, pois assim a juventude estará sempre alienada. E aqui vale lembrar que até agora, a maioria dos governantes ou candidatos trata a questão da dependência química ou alcoólica como caso de polícia e não de saúde pública.


Quarto: Não vote apenas no candidato, mas veja bem a que partido pertence. Lembre-se sempre que pé de melancia não dá laranja. São muitos os partidos que sempre estiveram no poder e que mudaram constantemente de nome e sigla, assim como muitos de seus candidatos. Algum vem desde a época da ditadura, outros que abrigaram e abrigam ladrões, corruptos, pessoas condenadas pela justiça, enfim, verdadeiros políticos de profissão, não de vocação. Voto consciente é voto partidário, onde eu escolho os candidatos do mesmo partido para dar sustentação a sua governabilidade.


Quinto: Vote com convicção. Escolha aquele ou aquela que irá governar para os pobres. Lembre-se sempre que também nós somos pobres. Os ricos são outros. E se os pobres adquirirem melhores condições de vida, nós também sairemos ganhando.


Sexto: E, finalizando, lembremo-nos que estaremos votando por nós e por nossos filhos. Somos responsáveis pela geração que aí está sem perspectiva alguma a não ser estudar em escolas mal equipadas, sucateadas. Hospitais públicos onde se entra para morrer e não para ganhar vida, juventude sem opções de lazer, gente morando em situação de animais, trabalhadores engaiolados em trens e ônibus abarrotados e como conseqüência de tudo isso, enjaulados em nossas próprias casas.


O cristão deve viver à maneira de Cristo, ou seja, viver pelo outro e para o outro. Como nos diz São Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é o Cristo que vive em mim”.