sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Dia do Professor / Tempo de Eleição

“A função mais importante do professor é gerenciar sonhos”

Uma das prioridades de nossas vidas é o de tentar encantar nossas crianças, tão massificadas pela televisão e pela falta de incentivo de pensar, voltar a sonhar novamente, como em velhos tempos. Mas como fazer isso?

Tarefa difícil, principalmente se olharmos a realidade de nossas escolas públicas, principalmente as estaduais, que infelizmente, hoje, se transformaram em meros depósitos de crianças e jovens, para quem o sonhar não passa de mera palavra esquecida.

Ao professor(a), cabe a ingrata tarefa de gerenciar o impossível, pois com longas jornadas, salários ingratos e vergonhosos, prédios mal cuidados e profissionais cada vez mais desestimulados. Para onde vai nossa educação? E o que entendemos por educação? Educar é o princípio básico de todo ser humano, que é formar e capacitar o cidadão para que, estimulado, tenha capacidade e coragem de sonhar. Mas quantos são os que efetivamente passam por esse processo?

Poucos, muito poucos! Talvez apenas aqueles das classes mais abastadas. É o velho ciclo da manutenção do poder se repetindo. A mesma sociedade dividida em classes formando os ricos para gerenciarem o sonho/pesadelo dos pobres. Parece que nada pode mudar. E isso fica cada vez mais angustiante quando, em nossas campanhas políticas, se nivelam os discursos e projetos por baixo.

Atualmente, em nossa cidade, temos três tipos de escolas: As particulares, bem aparelhadas, com todos os níveis de capacitação possíveis para uma boa educação, incluindo os mais modernos equipamentos necessários para uma boa formação; as Municipais, tentando seguir os passos possíveis daquelas que buscam dar o melhor de si para seus alunos, e na maioria das vezes, mal compreendidas; e finalmente, as Estaduais, cada vez mais sucateadas. E isso não é mera falácia, basta dar uma olhada em nossos bairros. Não é culpa nem de diretores, nem de professores, menos ainda dos funcionários. É culpa de nossos governantes, que não olham a educação como prioridade na formação do ser humano.

Critica-se muito as novas construções municipais, por serem grandes e suntuosas. Mas será que nossas crianças não merecem o melhor? Por que nos contentamos sempre com o que resta do resto sobrado dos ricos? Quem tem filho na escola, experimente dar um texto para ele ler e comentar. Escrever então, é quase impossível. Nossas crianças estão saindo das escolas semi alfabetizadas. Como sonhar, se à elas vai sobrar, talvez no futuro, se conseguir pagar, uma faculdade qualquer, dessas que abrem todos os anos em todos as esquinas. Temos boas Universidades públicas, mas essas não são para nossos filhos! São justamente para aqueles que puderam pagar uma boa escola particular, na maioria das vezes religiosa, que por darem um bom ensino, cobram mensalidades impossíveis para nós, meros mortais.

Nossos filhos estão desde já condenados a não sonhar!

Mas isso não precisa e não deve continuar assim. Basta que tenhamos coragem de olhar e enxergar a realidade. Temos força e capacidade para mudar os rumos da história. Basta que acreditemos!

Não acreditemos mais em falsas promessas eleitorais. Não é só construir mais escolas. É construir boas escolas, não apenas depósitos de crianças. E por boas escolas devemos entender que são aquelas que dão formação integral, onde o aluno tem todas as condições necessárias para aprender, e o nosso querido e necessário professor, tenha salário digno e também condições para exigir um bom aprendizado.

É hora de escolher. Não basta dizer gosto desse, não gosto daquele. Tenho que justificar o por que não gosto ou o por que gosto. Mas é importante ressaltar que: antes de gostar desse ou daquele, gosto muito mais, ou seja, amo mesmo nossas crianças, nossos jovens, NOSSOS FILHOS.

“A GENTE QUER VALER NOSSO SUOR... A GENTE QUER DO BOM E DO MELHOR”

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