sábado, 1 de agosto de 2009

FASCÍNIO TELEVISIVO

Nossas emissoras estão carregadas e carregando no bisbilhotar a vida alheia e testar resistências. É sinal que o povo gosta, pois há audiência.
Mas, vai aqui uma sugestão para um próximo Reality para qualquer emissora que queira bancar a ousadia:
Que tal fazer um BBB, No Limite, Na Fazenda, etc., dando a cada participante um salário mínimo por mês e deixá-los por três meses, pegando ônibus, metrô e trabalhando do outro lado da cidade, todos os dias, apenas cinco dias por semana, no horário das 7:00 hs. as 17:00 hs. Dando, é claro, vale transporte, vale refeição, pois ninguém é de ferro?
Ah! Importante! Morando na periferia da cidade e tendo que, ao voltar, lavar roupas, arrumar a casa e preparar o jantar.
Seria bem mais interessante e testaria melhor o fôlego dos participantes.
Obs.: Não precisariam morar na mesma casa, nem no mesmo bairro.
Vamos pensar nisso???
Pe. Dervile

2 comentários:

  1. Brilhante idéia!
    Acredito que a escolha dos participantes poderia ser direcionada as mentes ilustres e "tão eficientes"do nosso país.
    Que tal diversificar entre os poderes legislativos e executivo?
    Vereadores, deputados estaduais e federais, Ministros, Governadores, Prefeitos e como participação especial o Presidente......
    Seria bom vê-los como se virariam com a miséria que eles teimam em não ver.

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  2. Sabe, padre, acho que mais nocivo do que esses BBBBBBBBBs da vida é o discurso que permeia os telejornais, os programas (da Hebe, do Datena, da Luciana Gimenez...) etc. em que a política é vista como a única fonte de todos os males do país. Não é. Há uma elite e uma classe média egoísta (se podem pagar uma escola particular p/o filho, o que lhes importa a escola pública?) que contribuem sensivelmente para que o Brasil continue a ser tão injusto. E esse discurso tb forma os "indignados úteis", que protestam contra aquilo que a elite deseja que eles protestem. É necessário muita, muita discussão para que se perceba o papel e a real importância da política no desenvolvimento de um país. Não acreditar nela, não se ocupar dela, não tentar fazer deste país um país realmente republicano é permitir que as coisas fiquem como estão (e olhe que já melhoraram muuuuito com o governo Lula). Ou, como dizia o Betinho, "ser pessimista é entregar-se ao bandido".
    Nossa, isso foi quase um post, não? Vou roubar teu lugar!(rsrs)
    Beijo!

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